Que neste carnaval, experimentemos a verdadeira alegria

Caríssimos ouvintes...

 

Dedicando o comentários de hoje ao tema carnaval, espero que nele me acompanhem todas as pessoas de boa vontade, desejosas de contribuir para uma sadia organização e para uma autêntica elevação de nossa sociedade. A palavra carnaval deriva de carro naval, que significava um carro sobre rodas, que era usado para ruidosos desfiles populares. O desfile do qual falamos era realizado antes de Cristo para as comemorações de datas importantes, ou nos princípios da primavera européia. A tradição com altos e baixos atravessou séculos variando, em face a elas, a aceitação e os favores do povo e das autoridades. Hoje muitas cidades querem disputar o título de possuidoras do melhor carnaval. E entre as mais famosas do mundo inteiro neste gênero estão Rio de Janeiro, Munique, Paris, Veneza e Roma... Os carnavais de Buenos Aires e Montevidéu são talvez os mais animados da América.

Ninguém de bom senso, e consequentemente também a Igreja, não quererá negar ao povo o direito a um sadio divertimento e as honestas manifestações de alegria. Nenhum homem é uma máquina sempre predestinado a sempre produzir mais e então cabe a este mesmo homem, o direito de distração e repouso para o seu bem estar físico e psíquico. Infelizmente não falta quem alimente um conceito amoralístico do divertimento, como se nele não valesse as normas morais. O efeito da propaganda, a desinibição do ambiente, a sensação de liberdade, a camaradagem despersonalizada e outros fatores, sugerem não raro, de que no divertimento, tudo vale, tudo é permitido. Diante disso, devemos afirmar com clareza: Em tudo, também no divertimento o homem deve conservar a sua dignidade, o respeito ao próximo, a coerência com a sua condição de filho de Deus e templo do Espírito Santo.

Várias condições de diversão, hoje, nos são apresentados mas, hoje falamos, do carnaval por que é atual. Com o mesmo augúrio volto agora ao tema central: Carnaval, A Igreja não o quer proibir, mas dele desejaria ver definitivamente eliminados, os excessos de bebida, os exageros dos esforços físicos, os escândalos das fantasias de luxo, os gastos desnecessários dos cofres públicos, a licenciosidade das vestes e dos comportamentos. Haja alegria, pois que é esta a vocação dos filhos de Deus. Mas que seja uma alegria honesta, límpida e por isso mesmo, mais verdadeira.

 

Celso Leite em 24 de janeiro de 1985

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