Fica extinta a escravidão no Brasil

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No Brasil, o termo abolição tem um sentido histórico, referindo-se à abolição da escravatura, com a assinatura da Lei Áurea, a 13 de maio 1888 pela Princesa Isabel que, por isso, recebeu o cognome de "A REDENTORA".

Alguém já disse que a mais bela das lutas pela liberdade que se travaram no Brasil foi a que resultou na abolição da escravatura. A escravidão em nosso País surgiu logo no inicio da colonização, devido a falta de braços para a lavoura.

Muitos foram os que lutaram pela causa da abolição: Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Castro Alves e muitos outros. A Princesa Isabel, substituindo D. Pedro II algumas vezes na direção do Governo, teve oportunidade de assinar leis que representaram grandes conquistas liberais. Convém lembrar que aos poucos os negros iam conseguindo a liberdade, como por exemplo em 1871 mais precisamente no dia 28 de setembro que a mesma Princesa Isabel assinava a "LEI DO VENTRE LIVRE" que dava liberdade a todos os que nascessem de mães escravas, e o Visconde do Rio Branco foi o inspirador de tal lei. No Ceará, Amazonas e várias cidades do Rio Grande do Sul vários negros já eram tidos em liberdade. O Conselheiro SARAIVA, em 1985 conseguia uma lei que declarava livres todos os escravos que completassem sessenta anos. 

O ultimo ato para a liberdade final teve lugar no ano de 1888 com a Princesa Isabel à frente do Governo, como regente do Império, na ausência de D. Pedro II. Disposta a acabar logo com o cativeiro, Dona Isabel resolveu solucionar o problema de vez. Conversando com parlamentares, discutindo, argumentando com os mais recalcitrantes, apelando para os sentimentos de todos, conseguiu fazer aprovar no Congresso a Lei que libertou definitivamente os escravos - a Lei Áurea, por sinal, uma das Leis mais curtas que se fizeram no Brasil e que dizia apenas:

Art. 1º - Fica extinta a escravidão no Brasil.

Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.

No paço Imperial do Rio de Janeiro, ela, com uma pena de ouro, que lhe foi oferecida por subscrição pública e que se encontra hoje no museu histórico nacional, no Rio de Janeiro, sancionou a Lei para a alegria de todo o País. E assim, o homem de cor, que era tratado como animal irracional e sendo aproveitada apenas a sua força para o trabalho, passou a fazer parte da do povo brasileiro, tornando-se legalmente um Cidadão.

 

Celso Leite em 13 de maio de 1986

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