Segunda onda da Covid-19 já matou mais de 30 em Bragança

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Nos últimos dias de março e início de abril, o município de Bragança registrou alta na taxa de mortalidade pelas complicações causadas pelo novo coronavírus. 

A situação parecia estabilizada até o dia 16 de março de 2021, mas, no dia 17, o número total de infectados ultrapassou 3 mil contaminados acendendo o alerta na área da saúde, os testes rápidos aumentaram numa variante de 40 a 100 casos positivos por dia. Foi quando o prefeito Raimundo Nonato publicou um vídeo nas redes sociais fazendo um apelo para que a população tivesse os cuidados necessários e cumprisse com as medidas de protocolos de segurança.

No dia 18 de março, apenas 34 pessoas estavam hospitalizadas. Dia 19, foi iniciada a etapa de vacinação para idosos de 74 a 79 anos. No dia 20, mais 2 óbitos registrados e o governo decidiu ampliar o atendimento em 7 Unidades Básicas de Saúde (UBS) incluindo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24Hs). No dia 25 de março, os testes registraram 50 novos casos em 24 horas com 3 óbitos e, no dia seguinte mais 3 mortes. Pra fechar a estatística de março foram somados mais 5 óbitos.

Com a situação se agravando, o governador Helder Barbalho veio a Bragança no dia 1º de abril e entregou 51 leitos hospitalares, dos quais, 10 clínicos e 5 de UTI na UPA. No Hospital Santo Antônio foram mais 10 leitos de UTI. As barreiras sanitárias foram instaladas no Bacurí Prata e no Bacuriteua para a triagem e controlar a entrada de pessoas durante o feriado da Semana Santa. Quando tudo pareceu sob controle, 48 horas após medidas, veio o desalento, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSB) registrou 11 mortes nos dias 2 e 3. No dia 5 de abril, Bragança ultrapassou o total de 3.500 positivados. Por conta das altas taxas, o Ministério Público orientou a Prefeitura de Bragança a lançar o Decreto 154/2021 oficializando a suspensão total das atividades não essenciais (lockdown) desde as 21 horas do dia 6 de abril (terça-feira). Na última quinta-feira (08) foram confirmados 128 casos, um novo recorde.

Apesar de todas as medidas tomadas para coibir o avanço da pandemia em Bragança, em 23 dias, 38 vidas foram perdidas em decorrência das complicações da Covid-19, reflexo da falta do uso de máscaras, álcool 70 e distanciamento. O aumento da quantidade de túmulos no cemitério Campo da Saudade na Vila Sinhá e a ocupação hospitalar desenfreada, são provas que a Segunda Onda é mais letal que a Primeira.

Reportagem e foto - Jota Bahia
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