Igreja se manifesta sobre imagem encontrada no Picanço

A comunidade católica da Vila do Castelo, localizada na região pesqueira de Bragança, se mobilizou para receber a imagem de Nossa Senhora de Nazaré encontrada na extinta praia do Picanço.

A pequena imagem foi localizada após sonhos de dois paroquianos. O pescador Aluizio da Costa Silva, 47 anos, nascido em Vigia de Nazaré (Pa), residente na Vila do Castelo há 27 anos e Priscila da Silva e Silva, 16 anos, moradora da vila Acarpará (Bragança-Pa), ambos sonharam com Nossa Senhora de Fátima, que pedia para que fossem resgatar uma pequena imagem que se encontrava dentro de um poço na praia do Picanço.

Aluizio só veio dar importância a partir da quarta vez que sonhou e relatou o fato a Nelson Martins, coordenador paroquial da Vila do Castelo. A partir de julho deste ano, Priscila também começou a ter o mesmo sonho, porém, com mais clareza de detalhes.

Foi formado um grupo de 23 pessoas, dentre elas, Aluizio e Priscila e no mês de agosto se dirigiu de barco até a ilha, munidos de ferramentas, escavaram três poços construídos pelos antigos moradores, mas, não conseguindo encontrar nada.

No dia 7 de setembro, às 17h30m, enquanto preparava a ornamentação no altar da igreja do Sagrado Coração de Jesus, na Vila Acarpará, Priscila foi surpreendida com a visão de uma silhueta luminosa de Nossa Senhora no alto de uma árvore de Ipê na lateral do campo de futebol, próximo a estrada vicinal. Além de Priscila que correu para a porta da igreja, mais duas adolescentes viram a luz, a aparição foi rápida.

No dia 21 de setembro, após 9 dias de vigília e rezarem mil Ave-Marias, o grupo retornou ao local, desta feita, as ferramentas foram substituídas por uma Cruz Processional, Bíblia, Terço das Mil Ave-Marias, a imagem de Fátima e pétalas de flores que no sonho Nossa Senhora pedia que jogassem no poço quando ocorresse o resgate.

A noite veio e os moradores tiveram que ficar em vigília na ilha e ao amanhecer seguiram com a missão. Ao avistarem um poço, uma força negativa parecia impedi-los de se aproximarem, até que Priscila pediu para que a aguardassem e se distanciou um pouco, ela viu um resplendor no poço e se aproximou com o Terço nas mãos e laçou a pequena imagem que estava submersa, porém, não conseguia retirá-la. Priscila gritou e o grupo ajudou a resgatar uma pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Muitos caíram de joelhos rezando e emocionados.

Na manhã do dia 23 de setembro de 2019, o grupo retornou de barco e foi recebido com cânticos e orações no cais de arrimo da Vila do Castelo, um cortejo formado por ciclistas, motociclistas e carros seguiu com a imagem numa berlinda até a comunidade Taperaçu Porto, passou pela Vila Bacuriteua e encerrou o percurso na Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Acarpará.

No dia 24 de setembro, devotos saíram em procissão até a Igreja São Raimundo Nonato na Vila do Castelo onde permanece até o momento. Todos os dias a igreja recebe visitantes que rezam e fotografam a imagem no pequeno nicho.

 

PARECER DO BISPO

Nos relatos não descobrimos inconsistências; eles têm uma certa lógica. Entretanto, fica difícil afirmar ou negar, neste caso, a existência de revelação por parte de Nossa Senhora. Não há dúvida que as pessoas que participaram do resgate da imagem acreditam firmemente na intervenção da Virgem, mas trata-se de revelações particulares através de sonhos. Estas revelações se confirmam pelo resgate da imagem. Por outro lado, pensamos que não existiu a possibilidade de fraude, até porque as duas pessoas receptoras dos sonhos não sabiam dos sonhos do outro e o local do resgate é distante e deserto.

Assim pois, se a manifestação de Nossa Senhora existiu, trata-se de revelações particulares. Estas revelações são difíceis de comprovar, mas podem existir. Hoje é comum entre nós acreditar nas revelações particulares de Nossa Senhora em Lourdes ou Fátima. De todas as formas é preciso entender que os cristãos estamos obrigados a acreditar na revelação pública de Jesus, tal como está nos evangelhos e na Sagrada Escritura. Mas não temos obrigação de crer em revelações particulares. Cabe a cada qual acreditar ou não. Neste caso eu não tenho opinião formada.

Reportagem e fotos - Fabrício Bragança

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