Pará perde Gerson dos Santos Peres

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Gerson dos Santos Peres, nasceu em Cametá no dia 2 de maio de 1931, estava com 88 anos, foi advogado, jornalista, policial e político. Ele faleceu na manhã desta terça-feira (21), no Hospital Adventista de Belém, por complicações causadas supostamente pela Covid-19.

Filho de Romeu Duarte Peres e Joana dos Santos Peres, começou sua vida política no movimento estudantil em Belém formando-se em Direito na Universidade Federal do Pará.

Em 1978 foi eleito vice-governador do Pará por via indireta na chapa de Alacid Nunes. Gerson Peres votou a favor do impeachment do presidente da República, Fernando Collor de Melo em 1992. Derrotado na disputa ao Senado Federal pelo PP (Partido Progressista Nacional) em 2002, ocupou a função de Secretário Especial de Promoção Social no primeiro governo de Simão Jatene. Foi eleito Deputado Federal por 6 mandatos, 5 vezes consecutivamente de 1983 a 2003 e posteriormente de 2007 a 2011.

Foi Líder da Oposição, UDN (União Democrática Nacional) de 1961-1964; Líder do Governo, PDS (Partido Democrático Social), de 1964 a 1971; Presidente da ARENA no Pará (Aliança Renovadora Nacional); Presidente do PDS (Partido Democrático Social) no Pará; Presidente do PPR (Partido Progressista Reformador); e Presidente do PPB (Partido Progressista Brasileiro).

Gerson Peres teve destacada atuação nas Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados. Foi membro das Comissões Especiais: Cassinos no Brasil; Código Civil; Combate à Violência; Defesa dos Direitos da Pessoa Humana; Legislação Eleitoral e Partidária; Serviços de Telecomunicações. Participou da Reforma Tributária em 2008.

Atuou na construção de várias Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), instrumento importantíssimo para o exercício da democracia. Destaque para as PECs de alteração no Sistema de Previdência Social, Imunidade Parlamentar, Restrição da Criação de Municípios na Época das Eleições, Perda de mandatos de Deputados e Senadores, Alistamento Eleitoral, Antecipação do Plebiscito, Voto Facultativo, Recursos para Irrigação da Ilha de Marajó, Improbidade Administrativa, Guardas Municipais, Idade Mínima para Cargo Eletivo, Imunidade Parlamentar, Lei do Gás e Reforma Agrária.

Participou dos Grupos de Trabalho que Instituiu a chamada "Ficha Limpa" do candidato. Foi membro da Comissão de Sistematização da Assembleia Nacional Constituinte.

Gerson Peres foi Deputado Estadual no Pará durante 6 mandatos, sendo reeleito consecutivamente 5 vezes, de 1955 até 1979. Foi vice-governador do Pará pela ARENA, na administração do Coronel Alacid da Silva Nunes, no período de 1979 a 1982.

Em suas atividades profissionais e cargos públicos, foi Assistente Técnico de Ensino; Diretor Regional, SENAI em Belém; Jornalista com inúmeros artigos publicados nos jornais O Liberal e A Província do Pará (Belém); Secretário Especial de Estado de Promoção Social, Presidente do Conselho de Administração da Organização Social de Trabalho e Produção do Pará.

Estudou Direito na UFPA (Belém); Planificação e Formação Profissional, OIT-ONU, Itália; Administração de Escola Profissional, SENAI, Europa, EUA e América Latina.

Publicou os livros intitulados: “Arena que somos partido que seremos”; “Vitória de todos nós”; “Os Últimos Açaizeiros” e “Os Camutás”.

Na Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Gerson Peres conquistou medalhas em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na vida pública e a frente da diretoria regional do SENAI por quase 60 anos. Peres era professor de Língua Portuguesa e de Latim. 

Como parlamentar na Câmara dos Deputados em Brasília, lutou e conseguiu as federalizações das rodovias Transcametá (BR 308), que integrou o Pará pela região do Baixo Tocantins ao país e a Transoceânica (BR 308), que integra, com redução de 200 Km, Belém ao nordeste brasileiro através da região bragantina.

Gerson Peres apresentou, em 1976, Projeto de Lei que Dispõe sobre a autorização para o Poder Executivo criar a Comissão de Defesa e Fomento à Produção do Cacau no Estado do Pará. Também lutou para a transformação do SENAI em uma entidade de direito privado na constituinte de 1988, mesmo diante de muitas críticas do Governo na época. A emenda criada por Peres apontava para a necessidade de uma grande empresa do porte do SENAI ficar mais à vontade para trabalhar, sem a burocracia do sistema público e político. A proposta ganhou mais de um milhão e meio de assinaturas e o SENAI passou a ser responsável por quase 50% da mão de obra.

Ao lado da família, Dr. Gerson Peres fundou em Bragança no dia 1º de outubro de 1990, a Rádio Pérola FM, a primeira emissora em frequência modulada da cidade.

Em função do período de pandemia, o corpo de Gerson Peres será velado restritamente por familiares e será sepultado na tarde desta terça-feira (21) em Cametá, sua cidade natal.

NOTAS DE PESAR

O Governo do Pará e a Câmara Municipal de Belém decretaram luto oficial de três dias. A Prefeitura de Bragança também publicou Nota de Pesar e oficializou luto por três dias.

O Diretor do SENAI em Bragança, João Rui Teixeira, em nome de todos os funcionários, ex-funcionários, alunos, ex-alunos e amigos do SENAI, publicou que "neste momento de profunda dor e consternação, cede lugar à GRATIDÃO à este grande homem visionário que, usando de sua grande influência e respaldo político e ético conseguiu a instalação do SENAI em Bragança em 1982".

Reportagem - Jota Bahia
Foto - Beto Amorim

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A Fundação Educadora de Comunicação é constituída por duas rádios, a Educadora AM (1390) e FM (106,7), uma emissora de TV (canal 30) e um site. Tem por objetivo promover para o povo bragantino uma programação que enaltece a educação, cultura, esporte e evangelização. São 58 anos evoluindo e inovando. (+)

 

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