A troca da lentidão dos trens pela alucinada velocidade dos automóveis

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Caríssimos ouvintes...

No dia de hoje, mas, em 1855, tivemos o inicio das obras da estrada de ferro do nosso País, por D. Pedro II. A estrada de ferro apresentou um considerável progresso ao Brasil naquela época pois as pessoas deixaram de se deslocarem de uma Cidade para a outra nas costas dos animais, nas carroças ou mesmo nos carros de bois. O Estado do Pará, depois, passou também a gozar do direito de andar de trem. Por outro lado, a Cidade de Bragança, ganhou a sua ferrovia no ano de 1907, com a estação de saída e chegada dos trens, sendo edificada sobre o antigo cemitério; Majestoso prédio foi erguido na praça Augusto Montenegro, sendo este um dos baluartes no que diz respeito a construção da estrada de ferro para a população Caeteuara.

Convém lembrar que naquele tempo, uma frase muito significativa era bastante pronunciada pelos homens que lutavam pela construção da estrada de ferro para o povo da pérola do Caeté: Venho trazer as fitas de aço desta estrada, para enlaçar o coração da Pérola do Salgado que é esta encantadora Cidade de Bragança. Estrada de ferro apresentando os seus 28 kilometros de extensão e servia os municípios de: Bragança, Capanema, Peixe-Boi, Nova Timboteua, Igarapé-Açu, São Francisco do Pará, Castanhal, Ananindeua e Belém. Hoje, tudo isso não passa de recordação para aqueles que usaram os trens como o seu único meio de transporte; mais lento porém alvo de muita confiança, de seus passageiros.

Todo o complexo ferroviário não mais existe. Aqui em Bragança, no local da estação, foi construída uma praça para as crianças: são os laços do progresso. É a substituição do valor e do lenho pela gasolina, a mola mestra do mundo atual. É a troca das estradas de ferro pelas demarcadas e perigosas pistas negras. É a troca da lentidão dos trens pela alucinada velocidade dos automóveis. As ferrovias já foram ultrapassadas pelo progresso, mas nem por isso, deixaram de existir na mente, principalmente dos mais idosos, que muito usufruíram dos seus valiosos e seguros préstimos. 

Celso Leite em 11 de junho de 1984

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